O nativo antropólogo em campo: O Centro de Medicina Indígena e o exercício da reflexividade – Por João Paulo Tukano

João Paulo Tukano compartilha conosco algumas reflexões sobre sua pesquisa de doutorado em andamento.

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A PESCA DE MERGULHO DE ZÉ-PREGO. Registro fotográfico de uma prática junto aos Paumari do rio Tapauá – Por Mário Rique Fernandes

Um ensaio fotográfico sensível, mostrando a interação de um Paumari, seu filho e, claro, do antropólogo, com a paisagem do igapó durante a captura do "zé-prego", como os Paumari chamam os tracajás machos.

Reflexões sobre as categorias de animal e fantasma na narrativa de Davi Kopenawa – por Agenor Vasconcelos

Trabalho apresentado ao final da disciplina "Tópicos Especiais em Antropologia - Etnologia e indigenização da modernidade" no PPGAS/UFAM (Manaus, Amazonas, Brasil). A partir das leituras bibliográficas que formam a "paisagem etnográfica do Noroeste Amazônico", da experiência entre pós-graduandos indígenas do Alto Rio Negro e do trabalho de campo em São Gabriel da Cachoeira, reflete-se sobre as categorias "animal e fantasma" na obra "A queda do céu", transcrição da narrativa cosmológica dos Yanomami segundo Davi Kopenawa. Por compartilharem uma mesma essência, os animais e os humanos possuem um "parentesco mitológico" para explicar as relações entre a espécies. Os animais e os fantasmas seriam, na perspectiva da obra a "A queda do céu", evidencias desse parentesco.

Grupos territoriais, manejo da floresta e sistemas de cultivo na Bacia do Purus, Amazônia – por Gilton Mendes dos Santos

A exemplo do que aconteceu em muitas regiões da Amazônia, a bacia do Purus foi ocupada, até um passado não muito distante, por numerosos pequenos grupos locais (que a antropologia classifica como parentelas, subgrupos, aglomerados ou nexus) nominados e territorialmente situados. Estes grupos exploravam os ricos e dispersos recursos vegetais para fins alimentícios através de um complexo sistema de manejo da floresta sem necessidade da agricultura. Com a chegada dos exploradores de “drogas do sertão” e das frentes extrativistas, a partir do século XVIII, essa realidade foi significativamente transformada, levando à implantação de uma economia agrícola baseada no sistema de corte e queima. Este texto busca discutir este cenário, por meio da demonstração de três breves casos, Apurinã (Aruak), Paumari e Suruwaha (Arawa).

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