Wahi | Uma meditação sobre miçangas, memórias e mulheres – por Wolfgang Kapfhammer

 

O caráter informal e multifaceteado do Blog “Cadernos do NEAI” me oferece a oportunidade de publicamente prestar atenção a essas primeiras impressões, que atravessam e ocupam a mente na primeira vista – digamos de um objeto etnográfico numa coleção museal – e as associações de ideias que ainda seguem livres e desobstruídas pelas convenções científicas. A meditação a seguir foi desencadeada por um lado por uma tanga Waimiri-Atroari na Coleção Fittkau no Museum Fünf Kontinente em Munique (Alemanha) e pela predileção de minha esposa por uma certa bijuteria da Boêmia do tempo do “pré-guerra” na Europa Central. O elemento comum é o uso de avelórios ou miçangas, em ambos os casos provavelmente da origem boêmia. O que segue é nada mais do que uma improvisação sobre temas como contato (in-/voluntário), migração (muitas vezes forçada), trauma e resiliência.

A busca de minha esposa no site internet de vendas eBay por colares da cidade boêmia Gablonz, hoje Jablonec nad Nisou na República Checa, antigo centro de fabricação de avelórios, imediatamente me fez pensar na famosa passagem no livro “Tristes Trópicos” de Lévi-Strauss, onde ele começa a preparar a sua viagem pelo Brasil indígena num bairro de Paris testando a qualidade da mercadoria de importadores checos. Para o sucesso da sua visita as tribos indígenas do interior do Brasil, ainda largamente desconhecido, ele acha essencial levar miçangas de produção industrial que poderiam competir com as perolas indígenas de materiais naturais (1978:238-39). Mesmo se os tempos já mudaram – vestir braceletes de miçangas da produção dos Kayapó parece ser de rigueur entre antropólogos e antropólogas brasileiras – miçangas ainda chegam a ser consideradas como alta representação da híbris colonial ou, pelo menos, contam com objeções mal-humoradas da parte de museólogos (-as), que murmuram que ali há algo de inautenticidade. Mas como mencionamos a Boêmia, a França, o Brasil e a Alemanha já nos primeiros parágrafos, talvez seja tanto mais interessante de aproveitar da temática das miçangas, uma vez que elas obviamente estabelecem contatos e comunicações, e fazer justiça a uma das demandas da crítica pós-colonial da instituição ‘museu de antropologia’ em si: (re)-conectar os objetos com as suas histórias, para (novamente) lançar uma ponte sobre o abismo entre a metrópole (onde ficam os museus) e a periferia (onde foram deixadas as assim chamadas ‘source communities’).

Do objeto que chamou a minha atenção na Coleção Fittkau, de fato não conhecemos a sua história. Trata-se de uma tanga – veste feminina indígena e termo genérico da moda de praia global – de uma mulher Waimiri-Atroari, povo da língua caribe no norte da Amazônia. Entremeadas na borda da peça se encontram miçangas coloridas, indiscriminadamente misturadas com ornamentos “naturais” indígenas (que parecem ser sementes da palmeira murumuru). O que sabemos das informações do coletor Ernst Josef Fittkau[1] é que essa peça foi obtida por um comerciante regional, que clandestinamente tinha mantido contatos com os Waimiri-Atroari na época anterior a ‘pacificação’ deste povo indígena. Fittkau a comprou em Manaus (Scholz/Mans 2014). Ironicamente, depois da ‘pacificação’ os Waimiri-Atroari foram disciplinados a adotar um sistema de fabricação de “artesanato”, um comercio monopolizado pela FUNAI. Fittkau comprou grande parte da sua coleção nas lojas “ArteIndia” da FUNAI (Baines 1991, 1999; Kapfhammer 2014).

(1) Waimiri_Tanga

fig. 1, tanga Waimiri-Atroari, coleção Fittkau, Museum Fünf Kontinente, Munique, Alemanha

 

(2) Kette_Gablonz

fig. 2, colar de Gablonz, Boêmia

 

Como o ‘comerciante’ obteve esse objeto? Primeiro, a peça em si implica já um período algo prolongado de ‘contato’, porque pressupõe a disponibilidade de miçangas a serem entremeadas na peça vestida por uma mulher Waimiri-Atroari. E mais: essa dinâmica de contato podia ter tido um lado sinistro, quando se toma em conta o caráter notoriamente violento e desastroso do contato do povo Waimiri-Atroari, vítimas da “fronteira” avançada do “desenvolvimento” da Amazônia na época da ditadura militar, quando os Waimiri-Atroari obstaram a estrada de Manaus para Boa Vista e a hidrelétrica de Balbina, que abastece Manaus com energia e inundou parte do seu território. Essa história do sofrimento dos Waimiri-Atroari já foi relatada (Baines 2002) e me pergunto, se essa tanga, posse íntima de uma mulher indígena, não faz parte também dessa história e conta, com uma voz sufocada, uma história de abuso violento e desmando sexual?

(3) genocidio WaimAtr

fig 3.

Eu já falei sobre a crise representativa de museus antropológicos nas metrópoles européias. Nos museus norte-americanos, pelo contrário, já faz um bom tempo que a colaboração entre museus e as “source communities” (comunidades de origem) é  “best practice”. Muitas vezes são antropólogas e antropólogos profissionais indígenas, que assumem a responsabilidade de serem curadores de exposições de arte indígena. Com as demandas intelectuais dos seus próprios parentes em mente, essas antropólogas e antropólogos indígenas muitas vezes decidem de não “explicar” (no sentido de “traduzir” um significado para um público não-indígena), mas optam para contar historias com os objetos materiais como catalisadores delas. O único caminho, diz a antropóloga indígena norte-americana Amy Lonetree, de se liberar do trauma histórico, é falar a verdade, documentar o sofrimento e chamar os réus. São os objetos, que revelam a vontade de sobreviver dos seus produtores e de suas produtoras durante o “tempo das lágrimas” (crying time). Narrar essas histórias é o que cura dos traumas sofridos (Lonetree, 2009).

Para lembrar, falando de traumas e miçangas, o destino por exemplo dos Cherokees no seu “Trail of Tears” no século 19, mesmo como as múltiples desterritorializações e deslocações de grupos indígenas amazônicas no período da “Marcha para o Oeste” nos anos 1970, encontra a sua miragem distante na expulsão dos alemães étnicos dos territórios orientais no final e depois da Segunda Guerra Mundial. Nessa “marcha para o oeste” também participaram os habitantes alemães da cidade boêmia Gablonz. Logo depois essa comunidade fundou uma nova cidade chamada Neugablonz, hoje um bairro da cidade de Kaufbeuren na Baviera no sul da Alemanha, onde eles continuaram com a sua tradição de produzir bijuteria e avelórios (Kossert 2008).

(4) Nueva Gablonz

fig. 4, folheto da cooperativa de metal e bijuteria, Gablonzer Instustrie in Neugablonz, 1952

 

Também o trauma dessa expulsão produzia histórias, que não puderam ser contadas durante muito tempo e muitas vezes essa histórias dependiam dos poucos objetos, que o grupo conseguia levar no seu “caminho de lágrimas” na Europa Central. Se objetos evocam memórias de traumas sofridos, memórias, que uma vez  pronunciadas, curam estes traumas, as coisas materiais se revelam como catalisadores de um auto-empoderamento (Lonetree 2009). Um exemplo dessa dinâmica de “healing” (cura) são os colares dos Sateré-Mawé da Terra Indígena Andirá-Marau no Baixo Amazonas e dos bairros de Manaus. Note-se, que algumas dessas famílias sateré, que hoje moram no capital de Amazonas, foram trasladados da TI para Manaus pela FUNAI nos anos 70 para trabalhar na “frente de atração” dos Waimiri-Atroari!

A palavra sateré para colar é wahi, palavra que significa também miçanga ou, mais especificamente, “miçanga de fora” como explicou um dos meus interlocutores. Ainda mais especificamente wahi é o “título” de um canto entoado durante o ritual da tucandeira, o waumat, quando os candidatos da iniciação masculina são sujeitos a dor (quase) insuportável das ferradas das formigas tucandeira (Paraponera clavata). Os candidatos metem as mãos nas assim chamadas “luvas” (sari pe – “lugar das formigas”) e são obrigados de dançar algumas rodas com as luvas nos seus braços. Essas rodas de danças são acompanhadas por uma séria de cantos de vários gêneros, sendo um desses cantos é sobre os conflitos bélicos. O canto wahi se refere com uma admirável nitidez histórica a época da Cabanagem (Harris 2010), q.d. ao envolvimento sateré nela como “índios” lutando contra os legalistas como “brancos”. Aqui uma versão registrado por Honorato Lopez Trindade na comunidade Vida Feliz no ano 2011:

 

(1)             mi’i topuo wy tikue

naquele tempo aconteceu

 

(2)             uwa pai wiri wiri

flecha / flor / miudo / miudo                                  (cana para fazer flecha, em flor)

 

(3)             yt are terani

eu não quero dizer

 

(4)             wahi kyt’i wo’opuo                                                       (os brancos, kãi kãi asig,)

colar / branco / com certeza

 

(5)             wahi hun’i wo’opuo                                                      (os pretos, hawura’i,)

colar / preto / com certeza

 

(6)             ati mak uwa akug

eu joguei / flecha / pedaço

 

(7)             atimoraria wahi wiri

eu conferi as miçangas

 

(8)             eweho’o saity pag no hêpy

                  Vocês entremearam as miçangas dos estrangeiros

 

(9)             uruhaitytek wahi atimoraria atimoraria tuwesapyi wahi atimoraria

Nós cortamos o fio do colar e conferimos as  miçangas espalhadas

 

(10)           ihy’okhot hap at atalaia tote wahi atimoraria atimoraria

no furo da Atalaia (lugar no baixo Andirá) nos conferimos as miçangas

 

Wahi_Vida Feliz

 

O canto usa a metáfora de miçangas, ou seja miçangas “de fora” (avelórios) para “brancos” (se para o momento deixamos ao lado os pretos). Estes brancos não somente são inimigos, mas numerosos como as pérolas de um colar, mas embora disso são combatidos pelos Índios Sateré-Mawé com as suas flechas não menos numerosas (Alvarez 2009:92 e Sertã 2016:172-80). Enquanto a estrofe (10) permite de colocar o canto no contexto histórico da Cabanagem[2], eu gostaria chamar a atenção aos estrofes (9) e (8).

No estrofe (9) o cantor celebra a resistência sucedida contra os invasores estabelecendo uma conexão ontológica entre os inimigos e os colares deles: cortar o fio da colar equivale cortar o “fio da vida” deles (Lagrou 2013:41). Alias, é bem conhecido que a ambigüidade das relações com o outro (neste caso: o inimigo, o inimigo branco) nas sociedades ameríndias amazônicas implica, por um lado, a aniquilação física do outro, mas ao mesmo tempo a incorporação ou apropriação de partículas dessa entidade outra: entremear, por exemplo, os dentes de entidades outras (onças, inimigos etc.) nos próprios colares acabou por ser uma incorporação da qualidades outras e , ao mesmo tempo,  o controle sobre essas últimas (Lagrou 2013). Alias, a final das contas, isso também implica uma “fonte exterior da inspiração artística e cultural (Lévi-Strauss, cit. em Lagrou 2013):

“Na maior parte dos grupos ameríndios, a miçanga, produto exógeno, sofrerá um processo de ‘domesticação’ estética para poder ser incorporado na produção dos corpos sem que sua alteridade seja aniquilada. O poder de agência do enfeite, produzido a partir de cristalizações do poder agentivo do inimigo, é tanto maior quanto mais feroz for o dono que o possuiu. Esta é a lógica que associa a miçanga aos dentes de presas ou inimigos, itens de uso igualmente muito difundido na Amazônia” (Lagrou 2013: 28; grifo meu).

Mas a situação é enredada. O canto fala de “espalhar” e “conferir” as miçangas como sendo um ato de destruir o adversário. Mas, aos mesmo tempo, ele fala de outros (os brancos, as próprias mulheres?), que “entremearam” as miçangas (8). Num documentário sobre o waumat de Gabriel Alvaréz (2011) os interlocutores entrevistadas comentam sobre o wahi etiat wepy hat (canto do colar):

“Essa história é muito comprida … Hoje … eles não cantam a história toda. Então eles viram os inimigos invadindo a região deles. Em sateré eles falam  ‘arrebenta esse colar’, em português significa  ‘mata eles’. É assim então, até hoje vem muita gente. Vem gente de várias partes do mundo. Mas só que para contar  essa história é meio complicado .. essa historia sobre o colar se torna meio complicado … Meu avó não contava esta história para qualquer um dos brancos .. eles contaram outras histórias, mas essa história jamais eles contaram … Então na época aconteceu assim: Hoje eles falam para mandar nossos filhos  para estudar na cidade para poder mas tarde defender seu povo. Aconteceu mesmo quando os inimigos entraram na nossa região. Então, antigamente aconteceu que os índios mandaram seus filhos para estudar na cidade. Esses jovens Sateré que iam para a cidade aprender e estudar serviam de escravo, eram torturados e as meninas eram prostituídas. Por isso o canto fala que jogavam os meninos amarrados na água. Daí foi que aconteceu  a guerra com os inimigos. Esses inimigos vieram de muito longe. Até por aqui já existem os inimigos morando em meio de nós, vieram de muito longe. Até pela cabeceira do Andirá já existem os inimigos morando ente nós. Então assim venceram a gente e hoje estão aqui no meio de nós. Os primeiros brancos que entraram foram mortos. Depois vieram outros  e os índios os enterraram, até o chefe deles foi morto. Hoje em dia, a gente Sateré, não temos como nos defender.  Porque na época da guerra da Cabanagem só existia navio. Hoje em dia já existe avião de guerra e se nos jogam a uma bomba, a gente não tem como se defender. Hoje em dia a gente até que gosta do branco. Os brancos já vêm em meio de nós e a gente já não quer mais matar eles, mas os antigos não. Eles matavam mesmo o branco. Hoje em dia ninguém mais faz isso.  Até porque hoje nós já sabemos um pouco dos nosso direitos e os direitos deles também. Antigamente não existia isso.  O pensamento deles era outro. Então é isso que eles invocavam por meio do canto da guerra com os brancos”(Alvarez 2011, min. 36-42; grifo meu).

O canto wahi então é nada menos do que uma narrativa de resistência contra a subjugação física e mental pela sociedade envolvente e hegemônica. Até a antiga paridade de armas hoje em dia é reconstituída no nível jurídico. Mas, na opinião dos entrevistados, sim houve um intermédio de derrota, de “mistura” com o outro inimigo, que ameaçava acabar com a própria existência e identidade étnica.

De uma certa maneira essa ambigüidade se expressa mais uma vez na arte sateré, na arte de fazer colares. Aqui parece que os Sateré-Mawé cessaram de “entremear” miçangas (de fora) nos seus colares. Nos tempos recentes, o colar sateré “clássico” foi feito exclusivamente de sementes de pucá (waruru; Cardiospermium haliacabum), as “pérolas”, entremeadas com pequenas figuras de “pombinhas” talhadas de sementes da palmeira murumuru (Astrocaryum murumuru). Porém, na sua dissertação Sertã observa, que nos tempos passados as mulheres preferiam colares feitas apenas com miçangas, um material, que está ausente no atual uso sateré-mawé. (2016:178-79). Parece, que mais uma vez existe uma questão de gênero na dinâmica de resistência e subjugação no contato entre indígenas e não-indígenas.

(5) colar_pombinhas

fig. 5, colar sateré-mawé de “pombinhas” feito de pucá e murmura

 

(6) colar_multiespecies

fig. 6, colar sateré-mawé “multi-espécie”

 

É curioso, que nenhum dos meus interlocutores pode me explicar de uma maneira coesa o significado dessas „pombinhas“. Alias, na minha própria pequena coleção se encontram colares com figuras minúsculas de uma grande variedade de animais e pássaros, o que faz pensar em aglomerações multi-especies, no sentido de conceitos de “fartura” de recursos silvestres. Nas familias sateré-mawé, que têm deixado a Terra Indígena para morar no capital do estado, são as mulheres, que adotam a função de ‘lideranças’ no sentido amplo desse conceito indígena. Além da representação política essa noção inclue também a responsabilidade pelo bem-estar econômico do próprio grupo, segurar a ‘fartura’ no contexto urbano.  A fabricação de colares, que gera a renda para poder colocar comida na mesa,  mais uma vez desempenha um papel importante nesse processo. De uma maneira criativa as mulheres artesãs não somente continuam de expandir o repertório estético da sua arte, mas  – usando somente sementes naturais e nada de miçangas industriais – elas afirmam a autenticidade étnica do antigo colar wahi feito de waruru (pucá) e não de miçanga-inimigo wahi wiri (Sertã 2016:178) estabelecendo uma rede impressionante de pesquisas ecológicas no espaço urbano e rotinas de trocas com mulheres do interior para obter a materia prima necessaria (Brasil 2015, Sertã 2016; ver também o documentário premiado da Ana Luísa Sertã “O Caminho das Sementes”, 2017). No ano 2015 as artesãs Sateré-Mawé abriram a sua própria loja no Manaus (Brasil 2105).

(7) Dona Zenilda da Silva Vilacio

fig.7, Dona Zenilda da Silva Vilacio, lendo Der SPIEGEL no apartamento do autor, Manaus 1999

 

(8) Suelen-Vilacio_Artesanato AMISM Manaus

fig. 8, Suelen Vilacio apresentando a nova coleção de bijuteria sateré-mawé (Foto Alberto César Araujo/Amreal)

 

Nas mãos das mulheres sateré-mawé da Associação das Mulheres Indígenas Sateré-Mawé (AMISM), idealizada na época pela inolvidável Dona Zenilda, que também foi a minha guia durante os meus primeiros passos na pesquisa antropológica com os Sateré-Mawé, a história de wahi finalmente se tornou numa história de resiliência.

 

Referências bibliográficas

Alvarez, Gabriel O.: Satereria. Tradição e Política – Sateré-Mawé, Valer, Manaus 2009

Alvarez, Gabriel O.: 3 Interpretações dos cantos do ritual da tucandeira, 2011 (https://vimeo.com/24517568)

Baines, Stephen G.: “É a funai que sabe”: a frente de atração Waimiri-Atroari, SCT-CNPq, Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém 1991

Baines, Stephen G.: Waimiri-Atroari Resistance in the Presence of an Indigenist Polity of Resistance, in: Critique of Anthropology 19(3), 211-226

Baines, Stephen G.: O xamanismo como história. Censuras e memorias da pacificação Waimiri-Atroari, in: Albert, Bruce / Alcida Rita Ramos, Pacificando o branco. Cosmologias do contato no Norte-Amazônico, UNESP, São Paulo 2002, 311-345

Brasil, Kátia: Kakury, o artesanato empreendor das mulheres Sateré-Mawé, Amazônia Real, 16/09/2015 (http://amazoniareal.com.br/kakury-o-artesanato-empreendedor-das-mulheres-satere-mawe/ )

Harris, Mark: Rebellion on the Amazon. The Cabanagem, Race, and Popular Culture in the North of Brazil, 1798-1840, Cambridge University Press, Cambridge 2010

Herzog-Schröder, Gabriele (Hrsg.), Von der Leidenschaft zu finden. Die Amazonien-Sammlung Fittkau, Museum Fünf Kontinente, München 2014

Kapfhammer, Wolfgang: Trauma und Theorie. Die Sammlung Fittkau als Anliegen, in: Herzog-Schröder, Gabriele (Hrsg.), Von der Leidenschaft zu finden. Die Amazonien-Sammlung Fittkau, Museum Fünf Kontinente, München 2014,

Kossert, Andreas: Kalte Heimat. Die Geschichte der deutschen Vertriebenen nach 1945, Siedler, München 2008

Lagrou, Els. No Caminho da Miçanga: arte e alteridade entre os ameríndios. Enfoques – Revista dos Alunos do PPGSA-UFRJ, v.12(1), junho 2013

Lévi-Strauss, Claude: Traurige Tropen, suhrkamp, Frankfurt am Main 1978

Lonetree, Amy: Museums as Sites of Decolonization. Truth Telling in National and Tribal Museums, in: Sleeper-Smith, Susan: Contesting Knowledge. Museums and Indigenous Perspectives, Univ. of Nebraska Press, Lincoln 2009, 322-337

Scholz, Andrea / Jimmy Mans: Menschen und Dinge aus der Guayana-Region – als Netzwerk gedacht, in: Herzog-Schröder, Gabriele (Hrsg.), Von der Leidenschaft zu finden. Die Amazonien-Sammlung Fittkau, Museum Fünf Kontinente, München 2014, 64-75

Sertã, Ana Luísa Almada Mauro: Seguindo sementes: circuitos e trajetos do artesanato sateré-mawé entre cidade e aldeia, dissertação de mestrado, São Paulo 2016

Sertã, Ana Luísa Almada Mauro: Os Caminhos das Sementes, 2017 (https://vimeo.com/215922038)

[1] Zoólogo alemão que trabalhava muitos anos na Amazônia brasileira e que nesse período ajuntou, o que no meu ver é uma das melhores coleções da arte indígena amazônica dos anos entre 1960 e 1980.  Hoje a coleção se encontra no Museum Fünf Kontinente em Munique (Herzog-Schröder 2014).

[2] Os interlocutores sateré associam pessoas históricas como o warlord (chefe de guerra) Bararoa com esses acontecimentos nessas localidades geográficas.

 

Wolfgang Kapfhammer é professor do Instituto de Etnologia da Ludwig Maximilian University of Munich (LMU)

kapfhammerwolfgang@gmx.com

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: